SOLENIDADE DE PENTECOSTES: VEM ESPÍRITO SANTO!

A solenidade de Pentecostes foi comemorada no dia 04/06/2017, na Igreja São José, em todas as Missas dominicais.  Considerada pelos católicos uma das datas mais importantes do Calendário Litúrgico,  Pentecostes marca a vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos no quinquagésimo dia após a Páscoa, encerrando o período pascal.

A Missa das 11h30 foi presidida pelo Pe. Nelson Antônio, pároco da Igreja, e contou com a presença de grande número de fiéis que lotou a Igreja e participou da celebração com grande entusiasmo e vibração. Iniciou-se com a procissão de entrada trazendo à frente a Cruz, ostentando uma estola vermelha simbolizando o fogo do Espírito Santo, ladeada pelas lanternas acesas, conduzidas por acólitos. Em seguida, o estandarte de São José e o banner do Dízimo. Por último, os ministros da Eucaristia e o celebrante. Foi recebida e acompanhada até o altar por um canto de saudação ao Espírito Santo, entoado pelo coral e por todos os fiéis. Após a invocação cantada da Santíssima Trindade, foi rezada a tradicional Oração do Espírito Santo, seguida de um canto de louvor.

Iniciou-se, em seguida, a Liturgia da Palavra, com as seguintes leituras: At 2, 1-11; Sl 103 (cantado); 1 Cor 12, 3b-7.12-13. Após a segunda leitura, fez-se a apresentação dos Dons do Espírito Santo, em faixas com uma pomba branca, símbolo do Espírito Santo, nesta ordem: SABEDORIA, PIEDADE, INTELIGÊNCIA, CIÊNCIA, CONSELHO, FORTALEZA e TEMOR DE DEUS, enquanto se acendiam as sete velas no candelabro, simbolizando as línguas de fogo que desceram e se posicionaram sobre os apóstolos. Em seguida, leu-se o Evangelho, Jo 20, 19-23.

Em sua homilia, Pe. Nélson Antônio referiu-se ao significado de Pentecostes e comentou a despedida de Jesus aos apóstolos, quando lhes prometeu enviar o paráclito, como sinal de sua permanência entre eles. Explicou que essa festa tem três sentidos principais. O primeiro, na sua origem, é um sentido agrícola, para celebrar a colheita e oferecer a Deus, em sinal de gratidão, os primeiros frutos da terra.

O segundo é a subida de Moisés à montanha e receber as Tábuas da Lei, os princípios da Lei de Deus, os Dez Mandamentos, cinquenta dias após a saída do Egito.

E o terceiro, a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos, conforme Jesus lhes havia prometido. Ressaltou que receber o Espírito Santo é manter viva a presença de Jesus em nós, uma luz que nunca devemos permitir que se apague. O Espírito Santo é que nos conduz, que nos guia e ilumina os nossos caminhos. Ele nos é dado no Batismo e renovado na Crisma. Enfatizou que nem todos nós permitimos que o Espírito Santo aja em nós, que a sua força nos transforme e opere em nossos corações. Muitas vezes, por negligência ou apego às coisas do mundo, ignoramos essa luz ou nos esquecemos de contar com ela, de invocá-la.

Comentou a reunião dos apóstolos, fechados no Cenáculo, com medo, quando receberam o Espírito Santo. Ponderou que fechamento significa morte, abertura é vida. As preocupações, a timidez, o medo de se expor, a falta de autoconfiança, a insegurança, a preocupação com a opinião dos outros, tudo isso nos leva a fechar-nos em nós mesmos, a nos manter na defensiva. Uma decepção nos marca e nos fecha, nos afasta do convívio com o próximo, por medo de nos machucarmos de novo, de sofrer.

Assim, impedimos também que o Espírito Santo se manifeste e atue em nós. Todos nós o recebemos, mas nem todos permitimos que ele permaneça em nós. Temos medo e quem tem medo não tem paz. Diante da atitude de fechamento, de isolamento dos apóstolos, Jesus os exorta a se libertarem, a saírem para divulgar a Sua Palavra. Jesus sopra sobre eles, que ficam cheios do fogo, da luz, e se abrem, porque o fogo é dinamismo, é ação.

Enfatizou que Pentecostes não é só uma data no calendário, é uma atitude de transformação. A fé nos une mesmo sendo diferentes. O que nos separa não pode ser maior que o que nos une. Quando unidos, há diálogo, compreensão, entendimento, nos deixamos conduzir pelo Espírito Santo. Encerrou a sua homilia com um alerta: “Só o Espírito Santo liberta e nos dá uma nova consciência!”

Convidando-nos a uma reflexão sobre os nossos pecados e omissões, convocou-nos a pedir o perdão de Deus, cantando o Ato Penitencial. Seguiu-se o ritual da Missa com a Profissão de Fé, as preces da assembleia e o momento da Eucaristia. De mãos dadas, cantamos o Pai Nosso, seguido do abraço da paz. A Comunhão foi distribuída em duas espécies e, após, houve outro momento festivo, quando os fiéis entoaram emocionados e com grande vibração mais um canto em louvor ao Espírito Santo.

Antes de encerrar, Pe. Nélson convocou as crianças que ainda não fizeram a Primeira Eucaristia a subirem ao Presbitério, para receberem as uvas e o tradicional pãozinho, simbolizando a Comunhão de que elas ainda não participam, e rezou com elas a Oração do Anjo da Guarda. Procedeu-se, em seguida, ao apagamento solene do Círio Pascal, encerrando-se assim o Período de Páscoa. O celebrante deu a bênção final e encerrou a celebração, que foi muito bonita, contagiou e envolveu os fiéis do princípio ao fim, deixando-nos, a todos, cheios de luz, repletos do Espírito Santo.

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