SAIBA OS FATORES DE RISCO DAS DOENÇAS DO CORAÇÃO

As doenças cardiovasculares causam anualmente 8,5 milhões de mortes entre mulheres, somando um terço de todas as mortes do sexo feminino no mundo. É a mais frequente causa de morte entre elas. No Brasil, os números também são sombrios, pois em 2004 morreram 248.983 brasileiros por problemas cardiovasculares.

Crédito: johan63 / by Getty Images

Com esses dados do Ministério da Saúde é fácil concluir que, essas expressivas taxas de mortalidade, levam continuamente as autoridades sanitárias do nosso país a atuarem nos fatores que podem desencadear essas doenças, isto é, os fatores de risco coronário, para assim promoverem a profilaxia [medidas e procedimentos para prevenir e evitar doenças] dessas moléstias.

Fatores de risco para o coração

Colesterol: é uma gordura que se une a certas proteínas para formar lipoproteínas que se deslocam pela corrente sanguínea, sob duas formas principais: HDL (o bom colesterol) e LDL (o mau colesterol), sendo que esse, quando em grande quantidade, ajuda as gorduras a entrarem nas células fazendo com que o excesso seja acumulado nas artérias sob a forma de placas ou ateromas, trazendo diversos malefícios.

Hipertensão arterial: mais conhecida como ”pressão alta”. É uma doença que, na maioria das vezes, o primeiro sintoma pode ser o acidente vascular cerebral, o infarto do miocárdio ou até mesmo a morte. Quem sofre dessa doença terá de fazer seu controle por toda a vida. Na maioria das pessoas (95%) não se consegue descobrir a causa. O acompanhamento de profissionais e uma alimentação saudável contribuem para o controle da hipertensão arterial.

Tabagismo: o tabagismo é a causa mais importante de muitas doenças pulmonares, como a bronquite crônica e o enfisema pulmonar. Pode causar, também, o câncer de pulmão, estando ainda associado a doenças cardiovasculares e tumores de vários locais. O risco relativo de câncer de pulmão é aumentado em mais de 3 vezes com o tabagismo.

A Organização Mundial da Saúde alerta

De acordo com a OMS, um ano após parar de fumar, o risco coronário diminui 50%. Somente 15 anos após ter parado de fumar, é que o risco fica igual ao de um não-fumante.

Triglicérides: os níveis de triglicérides, ou gorduras, existentes no sangue variam de acordo com o tipo de alimentação adotada. Uma dieta rica em gorduras é um dos mais graves fatores de risco para o funcionamento das artérias que irrigam o coração. Para reduzir triglicérides é importante, além de diminuir o consumo de gordura, diminuir a ingestão de açúcares. Soma-se a prática de exercícios físicos aeróbicos, ingerir substâncias como os ácidos graxos ômega 3 e procurar sempre orientação médica.

Obesidade: a distribuição da gordura pelo corpo é importante para determinação do risco individual de doenças. Há dois tipos de distribuição de gordura corporal: a do tipo andróide (obesidade superior), concentração da gordura no abdômen, e a do tipo ginóide (obesidade inferior), concentrada na região dos glúteos, quadris e coxas. É importante identificá-la, visto que a obesidade andróide está associada ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares e metabólicas.

Outros tipos de fatores

Fatores psicossociais: dentre os fatores emocionais, a depressão, tanto a moderada/grave quanto os estágios iniciais da doença, podem levar à aterosclerose.

Outros fatores emocionais que podem levar à aterosclerose são: ansiedade, hostilidade/ódio, pressões sóciais, econômicas ou no trabalho, situação socioeconômica baixa, estresse marital e experiências adversas de vida.

Sedentarismo: o baixo nível de atividade física é um fator importante no desenvolvimento de doenças degenerativas, como o diabetes do adulto, a hipertensão arterial, a angina, o infarto do miocárdio e a osteoporose.

Do ponto de vista cardiovascular é importante que se dê ênfase à atividade aeróbica. Andar, pedalar e nadar, por exemplo, auxiliam no controle do peso. Além disso, reduzem o risco de diabetes tipo 2, pressão alta e colesterol, doenças cardíacas e alguns tipos de câncer.

Hereditariedade: existem inúmeros estudos que comprovam a importância da história familiar no risco de ocorrer o infarto do miocárdio. Um recente estudo feito na Argentina mostrou que o fato de se ter um familiar de primeiro grau com histórico de infarto do miocárdio aumenta o risco de se ter um infarto em 2,18 vezes.

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