PALAVRA DO PÁROCO – ABRIL DE 2016

MEU CORAÇÃO ME DIZ: O AMOR ME AMOU!

FELIZ PÁSCOA, leitor(a)! Este cumprimento pode exalar cheiro de naftalina para alguns. Para o comércio, com seus ovos de páscoa expostos no alto das lojas, a páscoa já é passado. A próxima data de vendas precisa ser anunciada com promoções que despertem a ânsia do consumo. Mas, essa não é a realidade para nós, católicos! A Páscoa é uma festa que não cabe, nem se resume num dia apenas ou num tríduo. É um acontecimento que transcende um momento, um ritual ou um conjunto de palavras, pois desperta em nós muitos frutos existenciais.

Sim, ainda estamos em tempo de Páscoa, que se estenderá até a solenidade de Pentecostes. Melhor dizendo: Páscoa deve ser um estado permanente de vida, um jeito de viver!!

“Tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigénito, a fim de que todo o que nele crê não se perca, mas tenha a vida eterna. De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele”. (João 3, 16-21)

A Páscoa encerra o mistério de um Deus que amou e ama a humanidade, que amou e ama tanto cada pessoa humana que vai ao extremo da entrega. Deus, em seu Filho Jesus, vai ao extremo de dar totalmente a vida, sem limites, por pura gratuidade. Por tanto amor!

Ora, se a festa da Páscoa não cabe num dia ou num acontecimento, então cabe em quê?

Cabe na vida humana, diz respeito à vida de cada ser humano. Não há dia, nem noite, maior que o dia e a noite da Páscoa. É a noite em que o mundo se escandaliza e estremece diante do grande e único mistério de amor. O sepulcro não sufocou a vida. A morte foi vencida, a morte foi derrotada pela Ressurreição.

Cabe em novas relações fraternas: a injustiça deu lugar à verdade; o ódio passou vergonha diante do amor; o perdão superou toda a maldade; o egoísmo foi sepultado e apodreceu na mesquinhez. A infidelidade sucumbiu à entrega!

Cabe em novas relações solidárias: ser humano recobra a esperança; os fracos são fortalecidos; os desanimados são reerguidos e postos em pé; os pecadores ouvem o grito de perdão, pois a misericórdia triunfou sobre a vingança.

Cabe em novas relações com a casa comum: a natureza renasce com rios limpos, lixo no lixo, meio ambiente respeitado e sem poluição, nova política para as barragens, florestas preservadas, água e energia elétrica bem usadas.

Cabe em novas relações afetivas: a fidelidade vence o adultério; as fofocas e julgamentos são derrotados pela verdade; a hipocrisia e falsidade dão lugar à sinceridade; as discórdias são superadas pela compreensão e paciência com o outro.

Essa é a festa em que tudo é chamado a tornar-se novo. Portanto, a Páscoa é a data mais importante para nós, católicos, e nos traz saborosos frutos que devemos saborear a alegria, a renovação, a esperança, a fraternidade, a solidariedade, o amor gratuito e generoso à vida e aos irmãos e, sobretudo, a conversão da nossa mente e do nosso coração.

Após a Ressurreição de Jesus, o mundo não é mais o mesmo! E nós, certamente, somos convidados a sermos melhores! Estes sinais de ressurreição da Páscoa, devem mostrar o rumo para nossa Paróquia, pastorais e movimentos. Devem ser as setas de nosso caminho espiritual. Feliz páscoa!

Pe. Nelson Antonio Linhares de Souza, CSsR

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