EFATÁ… ABRE-TE

EFATÁ… ABRE-TE!

Na expectativa da chegada da primavera, me pus a refletir sobre o significado das mudanças na história de cada um de nós. Qual a minha abertura às transformações que Deus pede para o meu florescimento? Como disse Dom Hélder: “Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para continuar sempre o mesmo “!

Entretanto, é necessário equilíbrio e vigilância para identificar qual é  o nosso foco e onde queremos chegar. Perder esse rumo é perder-se como gente. Para nós, cristãos católicos, o tempo é sempre um convite à conversão. Travessia que amadurece. É tempo de Deus. Com Ele, não há mais possibilidade de fugir dos acontecimentos, nem de se anestesiar no medo, ou se esconder no mundo.

Travessia é mudança. Mudar para melhor é sinônimo de desenvolvimento pessoal. Mas, por vezes quando mais necessitamos mudar algo, somos invadidos por um conjunto de obstáculos e autossabotagens que nos retiram a capacidade para efetivarmos a mudança desejada: medo, insegurança, comodismo, covardia, orgulho, fechamento. Tais dificuldades existem porque queremos defender a nossa imagem e a zona de conforto que vivemos. Inevitavelmente, a fé joga um papel importantíssimo neste processo de mudança. É exatamente nos momentos de perda de ânimo que a nossa FÉ deve impor-se às dúvidas, resistências, cansaço ou velhos hábitos.

Mas, atenção: a raiz da dificuldade em mudar algo que percebemos não nos servir mais prende-se à resistência da abertura ao novo (EFATÁ). Por isso, para uma atitude nova, é imprescindível a renúncia à rotina; é imprescindível o desapego ao passado já conhecido e ao medo do novo (ABRE-TE). Afinal, esta é a sua vida, melhore-a hoje mesmo !

A conversão inclui uma mudança de comportamento, mas vai além: trata-se de uma mudança em nosso interior. É a isso que Jesus se refere como renascimento, mudança de coração ou batismo de fogo.

A experiência da fé em Jesus Cristo nos remete, necessariamente, à conversão. Costumo afirmar nas Missas que presido que a ninguém pode sair da Igreja do mesmo jeito que entrou. E sabe por quê? Porque toda Eucaristia é um encontro com Jesus e, quem se encontra com Jesus, nunca mais continua a mesma pessoa !

Entretanto, assusto-me com católicos que participam das Missas, estão nas pastorais, falam o nome de Jesus, rezam e cantam, mas não se modificam, não se deixam transformar, não aceitam fazer diferente. Ficam apegados a velhos hábitos doentios. Sempre fizeram assim e sempre querem repetir o mesmo modo de ser ou agir. Causam divisão e discórdia. Usam as palavras para maldizer. Estão na Igreja, mas reproduzem os contra- valores do mundo sem Deus. Preferem repetir  o que já sabem do que aprender o novo. Escolheram viver na mediocridade. E ainda criticam as pessoas que pedem as mudanças, que são tidas como “exigentes demais” ! É quando a religião vira teatro do sagrado!

Longe de nós tal mentalidade! Que tal colocar uma placa em nosso coração: “Desculpe os transtornos. Estou em obras”?

Ah! Vale lembrar que a primavera só chegará porque não temeu os rigores do inverno… Enfim, seja a mudança que você quer ver no mundo! Feliz Primavera !

“Até bem pouco tempo atrás, poderíamos mudar o mundo. Quem roubou nossa coragem? Tudo é dor… E toda dor, vem do desejo de não sentirmos dor…” (Renato Russo)

Acolha meu abraço e a bênção,

Nelson

Pe. Nelson Antonio, CSsR

paroco@igrejasaojose.org.br

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