PADRE NELSON CELEBRA MISSA COM A TERCEIRA IDADE NO RJ

No dia 1º de dezembro, o Padre Nelson Antonio esteve na Igreja Santo Afonso, na cidade do Rio de Janeiro, a convite da Pastoral da Terceira Idade, que celebrava o fim das atividades em 2015.

O motivo do convite é porque o Padre Nelson foi o fundador da Pastoral, em 2013, quando a Campanha da Fraternidade refletia sobre a realidade dos idosos no Brasil.

Às 9h, o grupo começou a se reunir no Salão de festas de um edifício. A animação era geral. E a elegância também ! Todos muito bem arrumados para a festa! O prato do dia foi crepe, com vários sabores. Houve muito tempo para conversas e partilhas. Mas, não faltou tempo de oração, música e dança! Além de muitos abraços saudosos e cheios de afeto! Estava presente também o Padre Mauro, que atualmente é diretor espiritual da Pastoral.

Às15h, iniciou-se a Missa, na Igreja Santo Afonso. Era dia da Novena a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro! Além do Grupo da Terceira Idade, muitos fiéis participaram da Celebração.

Na homilia, o Padre Nelson enfatizou a importância de envelhecer com sonhos no coração, com otimismo e entusiasmo, guardando o tesouro da experiência adquirida com os anos vividos. Não pode faltar também a fé em Deus, para enfrentar os desafios da vida! Refletiu ainda sobre o sentido do advento e da festa de Natal, vivida com Jesus!

Após a comunhão, foi rezada a Novena a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Logo depois, as homenagens ao grupo da Terceira Idade.

A Missa terminou com a exposição do Santíssimo e a bênção para todos os fiéis.

Houve tempo ainda para muitos abraços dos paroquianos, cheios de emoção e amizade! Padre Nelson já foi pároco da Igreja Santo Afonso. Por isso, foi uma oportunidade para rever os amigos conquistados neste tempo!

Agradecimentos à Comunidade Redentorista da Paróquia, na pessoa de seu pároco atual, o Padre Luiz Carlos!

A IMPORTÂNCIA PASTORAL DA TERCEIRA IDADE

Sabemos que em todos os países o número de pessoas idosas aumenta a cada dia; vive-se mais hoje e nascem menos crianças. Assim, os idosos ocupam hoje um lugar de destaque nas sociedades, e essas estão voltando os seus olhos para eles.

A Igreja não pode ficar alheia a esta realidade. Por isso precisa fomentar a Pastoral da Pessoa Idosa, que não existe em muitas paróquias.

Quanto mais a vida moderna agita os lares, mais importância as pessoas idosas têm na vida da família e dos seus filhos e netos. Hoje a maioria dos pais e mães trabalham fora de casa, e muitos netos ficam a cargo das avôs e avós, que prestam um grande serviço a seus filhos na educação dos netos. A sabedoria deles, a experiência nas coisas do lar, ajudam muito na educação dos seus netos. Sem contar que muitos deles já foram professores de muitas disciplinas, além de música, dança, e tantas coisas que podem agora transmitir aos jovens e crianças.Da mesma forma esta experiência acumulada pode ajudar muito a Igreja no seu trabalho de evangelização de crianças, jovens e adultos. Penso que em primeiro lugar, a Pastoral dos idosos deve olhar para isso, e abrir-se para esta riqueza disponível de tantas pessoas sábias, doutas, que podem ser muito úteis à Igreja. Por outro lado, isto dará aos idosos que dispõem de tempo, uma atividade importante em suas vidas, trazendo-lhes valorização, realização e vida mais longa. Sabemos que a inatividade pode apressar a morte de uma pessoa idosa. É preciso valorizar a pessoa do idoso.

Em muitas atividades eles podem ser úteis: na catequese das crianças, jovens e adultos, na formação específica, nos Conselhos paroquiais e diocesanos, na administração das obras e finanças, na liturgia, nos trabalhos de escritório, no atendimento às pessoas, na oração, etc. Ficamos muito tempo a mingua de uma boa catequese, e por isso, muitos de nossos jovens e adultos de hoje não sabem sequer a relação dos Sacramentos e Mandamentos; penso que muitos idosos podem ajudar a Igreja a vencer esse atraso. Muitos católicos foram para as seitas porque lhes faltou a catequese.

O documento do V CELAM, de Aparecida, pede que a Igreja esteja em “estado permanente de missão”, e isto deve incluir os idosos.

Mas a pastoral do idoso tem o outro lado, que é levar a eles a boa acolhida e o amor de Cristo. Sabemos que muitos idosos têm uma vida difícil, e por isso a Pastoral deve se preocupar em dar-lhes assistência espiritual, material e afetiva. Muitas famílias deixam os seus idosos em situação difícil; às vezes doentes, sem recursos financeiros, sem às vezes até um lar, vivendo na solidão, abandonados… Não há dúvida de que esse idoso é o “pobre mais pobre”, aquele que o braço de Cristo, através da Igreja, deve alcançar com mais urgência.

O mundo de hoje é muitas vezes injusto e insensível com os idosos; muitos deles são vistos como pessoas que “só dão trabalho”, já não produzem mais, são abandonadas nos asilos; e, pior ainda, pesa-lhes sobre a alma, em alguns países, a ameaça da eutanásia, que a cada dia cresce no mundo todo. Os jornais noticiaram que muitos idosos da Holanda estão deixando os asilos daquele país, com medo da eutanásia, e estão se abrigando nos asilos da Alemanha onde a eutanásia não é legal.

Que horror! Que injustiça! Essa pessoa que trabalhou a vida toda, que construiu a sociedade, agora é empurrada para a morte como se fosse apenas um estorvo, e não um ser humano… Não podemos chamar a isto de civilização, antes de barbárie.

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Na velhice, todas as faculdades físicas enfraquecem. Os olhos já não enxergam como antes; os passos agora são lentos e, muitas vezes, precisam do apoio de bengalas; os ouvidos já não ouvem bem; os dentes já não são fortes como antes; os braços já não podem fazer força… o corpo dói com facilidade porque os músculos são frágeis e todos os órgãos já estão cansados. Facilmente, a doença se instala. É ai então que a caridade de Cristo deve agir. É então nesta fase que o idoso mais precisa do calor dos jovens, do seu carinho, apoio e companhia caridosa. Isto nos sugere unir de certa forma a catequese dos jovens e das crianças aos idosos.

A Pastoral do idoso deve, então, se preocupar com a sua “acolhida”; não ficar esperando que ele chegue à Paróquia, porque muitos deles já não têm mais condições de ir a ela. Então, é a Paróquia que deve ir a eles. Conheço uma família ex-católicos que se tornou protestante porque a avó da família ficava só e doente em casa o dia todo. Recebendo a visita dos protestantes que a acolheram, trataram dela, oravam com ela, etc., ela foi para a igreja deles, e levou toda a família. Penso que isto se repete muito hoje. É uma grave omissão das nossas pastorais, e que precisa ser corrigida.

Esta lição nos ensina que a Pastoral do idoso precisa ir de rua em rua, de casa em casa, descobrindo e acolhendo cada idoso que precise de ajuda. Muitos deles já não podem ir à Igreja, então precisam receber os Sacramentos em casa. É nesta hora que se vê a grandeza da Pastoral.

Se a nossa caridade para com os outros irmãos não é esquecida por Deus, quanto mais a caridade para com os idosos!

Prof. Felipe Aquino

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