SER PADRE: UMA VOCAÇÃO EXIGENTE

                                                                “   Somente Cristo é o Verdadeiro Sacerdote, os outros são seus ministros”.        (Santo Tomás de Aquino)

O padre recebe o sacramento da ordem mediante a imposição das mãos sobre a sua cabeça por parte do bispo, que pronuncia a solene oração consecratória. Com ela, o bispo invoca a Deus para o ordenando a especial efusão do Espírito Santo e dos seus dons, em vista do ministério.

A unção do Espírito marca o presbítero com um caráter espiritual indelével, configura-o a Cristo sacerdote e o torna capaz de agir no Nome de Cristo Cabeça. Sendo cooperador da ordem episcopal, ele é consagrado para pregar o Evangelho, para celebrar o culto divino, sobretudo a Eucaristia de que tira força o seu ministério, e para ser o bom pastor dos fiéis.

Mesmo sendo ordenado para uma missão universal, ele a exerce numa Igreja particular, em fraternidade sacramental com os outros presbíteros, que formam o “presbitério” e que, em comunhão com o bispo e em dependência dele, tem a responsabilidade da Igreja particular.

Os sacerdotes ordenados, no exercício do ministério sagrado, falam e agem, não por autoridade própria, nem por mandato ou por delegação da comunidade, mas na Pessoa de Cristo Cabeça e em nome da Igreja. Portanto, o sacerdócio ministerial se diferencia essencialmente e não apenas por grau, do sacerdócio comum dos fiéis, a serviço do qual Cristo o instituiu.

Estas afirmações se encontram no Catecismo da Igreja Católica e as colhemos lá para que fosse uma informação verdadeira e digna de crença e a fim de que, por elas possamos ver como é difícil e sagrada à missão do padre, principalmente nos dias de hoje.

Antes do Concílio Vaticano II, mesmo aqueles fiéis mais próximos do sacerdote mantinham uma certa distância do seu pastor. A missa era celebrada em Latim e o celebrante ficava de costas para os assistentes. Os fiéis assistiam à missa.

Hoje, os fiéis são celebrantes junto com o padre, que preside a celebração com a participação de todos e que permanece voltado para o povo durante a celebração. Tudo bem melhor. Só que o mundo se modifica a passos muito largos e nem sempre é fácil para o padre acompanhar essas modificações. Ele está mais perto do povo, trabalha junto com ele, convive com os seus acertos, mas também convive com os seus erros. E como há erros!

A família tem sido desvalorizada, há separações nem sempre baseadas no bom senso, há abortos, há gravidez precoce, há jovens (e velhos!) drogados, há violência e abuso de crianças. E há toda uma gama de tentações no mundo, que hoje andam soltas. Se para um pai de família é difícil vencer as tentações, mais difícil ainda é para o padre, que, praticamente, enfrenta sozinho as situações mais complicadas.

Entretanto, tudo isto é uma prova de fogo que o padre deve vencer. Ele poderá contar com a ajuda de fiéis engajados, que exercem também seu sacerdócio comum a todos que desejam trilhar os caminhos traçados por Cristo, em busca do bem, da paz, do amor e da construção de um mundo novo que se capacite a participar do Reino do Pai.

E – mais importante ainda – o que lhe dá força e vigor na sua missão é a efusão do Espírito Santo, que certamente ele pode invocar sempre. O sacerdote secular, chamado São João Maria Vianney, o santo Cura d’Ars, é uma prova da ação de Deus na vida de quem o procura, principalmente na vida dos seus ungidos. Quando seminarista, ele foi até despedido de um seminário por falta de talento. A duras penas, conseguiu ser ordenado, mas seus superiores não levavam fé nele. Deram-lhe uma paróquia de 250 habitantes, calculando que menos fiéis sob seu pastoreio talvez pudesse dar certo. Viveu nesta paróquia por 40 anos, numa grande humildade. Por três vezes tentou afastar-se de lá, mas os paroquianos não o permitiram. Tornou-se um grande confessor. Pessoas acorriam de longe para ter o privilégio de se confessar com ele.

Que Maria Santíssima interceda pelos padres para que, como o santo Cura d’Ars, eles cumpram com alegria a vontade do Pai, sobretudo nesses tempos modernos.

E que Cristo, que lhes conferiu, através do bispo, a sua árdua tarefa, os faça imitar os Seus gestos e as Suas atitudes, tão cheios de amor para esse mundo que festeja triunfalmente a Sua entrada em Jerusalém e, dias depois, O crucifica ao lado de dois bandidos. E Ele ainda pede ao Pai: “Pai, perdoa-lhes, não sabem o que fazem.”

Nesse sentido quero cumprimentar a todos os presbíteros e bispos, homens dedicados que gastam a sua vida pelo Reino de Deus, e desejar que a graça do Espírito Santo ilumine sempre o seu agir sacerdotal na pessoa de Cristo para a santificação do povo Santo de Deus!

Dom Eurico dos Santos Veloso

 

 

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