OBRA DE RESTAURAÇÃO ENTRA NA RETA FINAL

Depois de anos de muito trabalho para devolver à capital os traços originais de um dos seus principais monumentos, a restauração da Igreja São José chega à última etapa. Ela contempla a restauração das paredes dos fundos da Igreja, a pintura do Salão Paroquial, o projeto contra incêndios, o projeto de acessibilidade, a renovação da calçada e a iluminação externa.

As intervenções da fase final, que se concentram no fundo da igreja – considerada por especialistas a mais bonita da capital -, sofreram modificações na década de 1940 e agora retoma sua originalidade. Em 2018, foram alvo de restauro as duas sacristias; a fiação elétrica (já toda embutida); o telhado do passadiço (que sofreu um alteamento para tornar visível a moldura da porta da sacristia); o telhado entre o jardim e o fundo do templo (retirado para dar mais visibilidade à igreja); e as portas do salão paroquial (cujas coberturas foram igualmente suprimidas).

Muita gente se encanta ao olhar para o alto e notar as palmeiras imperiais que emolduram a arquitetura, agora com os contrastes entre o passado de cor pálida, bege, e o presente em tons vibrantes. Segundo padre Nelson, as obras, deste monumento, tombado pelo patrimônio histórico municipal, começaram em 2010 e já consumiram mais de R$ 5 milhões oriundos de uma campanha assumida com amor e generosidade pelos fiéis, paroquianos e visitantes, sem contribuição financeira de órgãos públicos municipal, estadual ou federal. “Podemos dizer que esta é a terceira fase da obra. A primeira se refere ao interior da igreja, entre 2010 e 2013. A segunda, entre 2014 e 2017, foi a recuperação das torres centrais, das fachadas externas e a capela interna, chamada de Oratório”, disse o pároco da Igreja.

DEMOLIÇÃO DO VESTIÁRIO

Como parte da obra de restauração da Igreja São José, está a demolição do vestiário, área que fica  entre o prédio da Igreja e o salão paroquial. De acordo com o Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município de Belo Horizonte, foi necessária a demolição deste anexo, pois estava impedindo a vista de dois vitrais do altar de Santo Afonso. A demolição faz parte do plano diretor.

Com isso, as pessoas vão poder apreciar mais dois novos vitrais, resgatando a originalidade da restauração, além de gerar mais iluminação na parte interna da Igreja, onde fica a imagem de Santo Afonso.

PINTURA DO SALÃO PAROQUIAL

Faz parte do complexo, mas não foi construído na mesma época da Igreja. Sua pintura foi renovada, mantendo a semelhança das cores, valorizando o conjunto arquitetônico.

Os telhados foram tirados das três portas, pois poluíam o edifício. Serão substituídos por uma estrutura de policarbonato ou vidro.

Com a pintura, o Salão Paroquial da Igreja ficou mais vistoso, charmoso, em sintonia com a obra de restauração.

SACRISTIA

O telhado interceptava a decoração acima da porta de entrada da Sacristia. Com o levantamento do telhado, valorizou o enfeite sobre a porta resgatando a história do passado.

 

FACHADA DOS FUNDOS DA IGREJA

Os fundos da Igreja estão em obras, restaurando a primeira pintura feita em 1912. Embora não se possa ver do lado externo, a obra está em franca realização.

DETALHES DA IGREJA

Nos corredores laterais, a nova iluminação faz resplandecer o azul-celeste do teto das abóbodas nas galerias, enquanto, sentados nos bancos ou de pé, os fiéis não se cansam de admirar o interior da centenária Matriz da Paróquia São José, ou simplesmente Igreja de São José, no Centro de Belo Horizonte.

As paredes laterais vão seguir as linhas da fachada, com as cores originais vermelho, laranja e cinza, que seguem à risca o projeto feito por Edgard Nascentes Coelho, em maio de 1901, quando a capital ainda se chamava Cidade de Minas. A parte interna já concluída é um atrativo a mais para o patrimônio interior. Recebendo a visita diária de tanta gente – no domingo, passam pelo templo cerca de 5 mil –, a Igreja de São José resgatou a luminosidade interna com um trabalho artístico esmerado de restauro.

As pinturas parietais – feitas diretamente nas paredes e teto, sobre o reboco, grande moda em BH no início do século 20 – consumiram dois anos de trabalho, entre 1911 e 1912, e encantam moradores e visitantes, independentemente da religião.

Considerado o maior conjunto desse tipo de ornamentos em igrejas da capital, o interior da matriz reúne uma variação de motivos religiosos e alguns pagãos: há figuras de 28 santos, de um lado os homens e do outro as mulheres; o patrono da matriz no alto do arco-cruzeiro, com a inscrição Rogai por nós; os evangelistas; painéis mostrando José do Egito, que não tem nada a ver com o pai adotivo de Jesus, sendo vendido pelos irmãos e depois em sua volta triunfal; Nossa Senhora ao lado dos apóstolos; e até os símbolos do zodíaco que, para os religiosos, representam constelações. A decoração pictórica de São José foi feita pelo alemão Guilherme Schumacher, entre 1911 e 1912.

VOCÊ SABIA?

  • A Paróquia de São José foi criada em 1900, quando BH ainda pertencia à Arquidiocese de Mariana. Naquele ano, o bispo de Mariana, dom Silvério, entregou a Igreja aos Missionários Redentoristas.
  • No livro Verdades histórica e pré-históricas de Belo Horizonte, Raul Tassini escreveu que a igreja, pelo seu patrimônio artístico, “empalidece os demais templos de BH”.
  • A Igreja São José tem rica decoração, vitrais belos e pé-direito altíssimo.
  • Oficialmente chamada de Matriz da Paróquia São José, o templo é o segundo mais antigo da cidade, atrás apenas da capela do Rosário, erguida na rua São Paulo, em 1819, na época do Curral del Rei.
  • A matriz tem 60 metros de comprimento e 19 de largura. Foi construída em estilo manuelino (também chamado de gótico português tardio).

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