NATIVIDADE DE N. SRA.: DIA DE ALEGRIA UNIVERSAL

No dia 8 de setembro a Igreja celebra a Natividade de Nossa Senhora. A IGREJA SÃO JOSÉ vai celebrar esta festa nas Missas das 7h, 8h e 18h. Venha celebrar conosco e louvar a Deus pela presença de Maria na história da Salvação!

Comemoramos a Festa da Natividade da Bem Aventurada Virgem Maria, onde a liturgia deste dia ressitua constantemente a Nossa Senhora em relação com a luz: se Cristo é “o Sol da justiça”, Maria é a aurora, a estrela que precede o sol, o ponto de partida, o seio da encarnação divina. Pelo que a história salvífica tem um proêmio, e esse proêmio chama-se sem dúvida Maria, como diz a oração que é rezada na coleta da missa da festa.

Celebrar a Natividade de Maria de Nazaré é no fundo, celebrar a Maria da história, “menina que Deus amou e escolheu pra mãe de Jesus o Filho de Deus”. É um convite à vida oculta com Maria em Cristo, e com Cristo em Deus. Feliz quem Deus conduz através das circunstâncias, pelo caminho da humildade, da simplicidade, longe de tudo que brilha aos olhos humanos! Depois do Natal de Jesus, nenhum outro nascimento foi tão importante aos olhos de Deus e tão precioso para o bem da humanidade quanto o de Maria, entretanto, tal evento permanece na sombra. Ninguém o registrou, nada falam dele as Sagradas Escrituras. No silêncio desaparecem as origens de Nossa Senhora, assim como no silêncio desapareceu toda a sua vida.

A Natividade de Maria é grandioso acontecimento envolto em profunda humildade. Por isso, ela nos mostra que quanto mais quisermos crescer aos olhos de Deus, tanto mais humildes, simples, despretensiosos havemos de ser, e tanto mais nos ocultar aos nossos olhos e aos olhos dos outros!

OLHANDO UM POUQUINHO OS DADOS HISTÓRICOS E TEOLÓGICOS DESTA CELEBRAÇÃO

É interessante notar que, diversamente ao nascimento de João Batista (cf. Lc 1, 57-66), não encontramos referência no evangelho do nascimento de Maria. Vejamos, portanto os dados históricos que podemos colher…

Se tivermos que citar uma fonte que confirme o nascimento da Virgem Maria, devemos nos aproximar do primeiro relato que se pode encontrar que é o chamado apócrifo Protoevangelho de Tiago primeiro relato que se pode encontrar que é o chamado apócrifo Protoevangelho de Tiago, o qual narra o nascimento de Maria em Jerusalém, lugar no qual, entre os anos 400 e 600, diversos testemunhos falam de uma basílica em honra de Maria, perto da piscina Probática, ao norte do recinto do templo; após o ano de 603, o famoso patriarca Sofrônio afirmou que esse é o lugar onde nasceu de fato a Virgem Maria. Dados que mais tarde a própria arqueologia viria a confirmar.

Pelo que, podemos dizer que a Festa da Natividade da Virgem Maria surgiu sem dúvida no Oriente, precisamente em Jerusalém, por volta do séc. V, onde se mantinha a tradição na casa natal da Virgem.

POR QUE NO DIA 8 DE SETEMBRO?

Esta festa foi fixada no dia 8 de setembro, muito provavelmente, pelo fato que se Maria é o “proêmio” ou “inicio” na obra da salvação, era logicamente oportuno celebrar o seu nascimento no começo do ano eclesiástico segundo o Monologium Basilianum.  Um relato apócrifo, que leva o nome De ortu Virginis, situava a concepção de Ana (mãe de Nossa Senhora) nos primeiros dias do mês de maio e ao mesmo tempo dizia que Maria tinha nascido apenas com quatro meses de gestação.

O COMEÇO E A EVOLUÇÃO DA FESTA

Se formos olhar os inícios desta festividade e como foi se dando, devemos recorrer absolutamente ao primeiro documento histórico, que parece ser um hino de Romano, o Melódio, a mediados do séc. 6. No hino podemos encontrar alguns versos com a narração do nascimento da Virgem Maria, baseada no Proto-evangelho de Tiago, juntamente com a menção da festiva solenidade com que o nascimento era celebrado.

No mundo Oriental a festa assumiu, rapidamente, grande relevância e se transformou numa celebração muito importante. Enquanto que no Ocidente, a festa foi introduzida por volta do séc. VII. A partir do séc. XI foi adquirindo cada vez maior importância, a ponto de chegar a ter uma oitava (era celebrada a festa por oito dias consecutivos, como na Páscoa). Podemos encontrar também uma referência histórica clara na arte, onde esta celebração começava a se tornar importante. Devemos destacar a belíssima serie de mosaicos desenhados por Pietro Cavallini para a basílica de Santa Maria no Trastevere em Roma (séc. XIII-XIV) e depois em 1460 a obra conhecida como “o nascimento de Maria” do famoso artista mestre da vida de Maria, assim conhecido.

Enfim, outro fato importante a ser considerado é que esta festa fixada para 8 de setembro mesmo antes do Papa Sergio I, não foi colocada a partir da Solenidade celebrada 8 de dezembro (a Imaculada Conceição) pois esta última é muito posterior, mas ao contrário foi a própria Natividade que condicionou a celebração da Imaculada Conceição.

O significado litúrgico: paralelismo entre Cristo e Maria

Podemos notar na vida litúrgica da Igreja, que jamais vamos a encontrar alguma celebração do nascimento dos santos, exceto S. João Batista, mas sim celebramos o dia da morte dos Santos, comumente chamado: dies natalis, dia de nascimento para o céu. Quando se trata, porém da Virgem Maria, mãe do Salvador, manifesta expressamente o paralelismo perfeito existente entre Cristo e a mãe. Por isso, como celebramos a concepção de Jesus a 25 de março e o seu nascimento a 25 de dezembro, também celebramos a 8 de setembro o nascimento de Maria e a 8 de dezembro a concepção da Virgem; tal como é celebrada a ressurreição e a ascensão de Jesus, igualmente celebramos a assunção e a realeza da Virgem Maria.

Peçamos hoje a Maria a graça de sermos e vivermos uma vida simples e humilde como ela foi e viveu. Que nos ensine suas disposições interiores nos grandes e pequenos momentos de sua vida tão rica e tão decisiva para a humanidade. Queremos enfim, aprender a cada dia mais o jeito de Maria de Nazaré, pois “celebramos com alegria o nascimento da Virgem Maria: por ela nos veio o Sol da justiça, o Cristo, nosso Deus”. Que o Deus de amor e de bondade nos abençoe e proteja, por interseção da Virgem Maria, hoje e sempre.

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