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1ª Dor: Maria  acolhe a profecia de Simeão.

É a Maria das  perguntas, das dúvidas, do coração inquieto. O que será  desse meu filho?  Que  espada  é essa que vai  atravessar meu  coração? Não são estas as perguntas que ainda hoje fazem eco no seio da sociedade, de  mães, bem ali na porta do lado?…..

Olhemos com carinho para essa dor de Maria. Reparem que mesmo dura e pesada esta dor não fez Maria desviar da  sua Missão.

2ª Dor: Maria foge com  José e  Jesus para o Egito.

Herodes enfurecido promoveu uma matança. A total cegueira de quem se deixa seduzir pela ganância e pela sede de poder. É Maria retirante, sem chão, sem referência. É a dor de Maria atualizada no drama das mães chorando pelo filho  com fome e doente,sem recursos para atendê-lo. Mas  Maria não perde a esperança e segue firme  em sua Missão.

3ª Dor: Maria  perde o Menino Jesus no templo.

Perder um filho, não saber onde ele está, como ele está.  É angustiante, dá medo… Tanto para os pais quanto para os filhos. No decorrer da vida, no passar do anos quantas perdas  as  famílias sofrem  pelas drogas, bebidas  e até mesmo pela morte.

No entanto, Maria reencontrou Jesus, pois  Ele  sempre se deixa reencontrar a todos que como ela  sabem de sua Missão.

4ª Dor:  Maria encontra  seu Filho  Jesus a caminho do Calvário.

Na estrada do sofrimento, da dor Mãe e Filho se encontram. Não é um encontro banal, do dia-a-dia, entre dois conhecidos que se esbarram por aí. É um encontro sem  frases prontas,  onde o  silêncio e  olhar bastam. E não é difícil  imaginar o tamanho da dor que  Maria trazia no mais intimo do seu ser. Esta é a dor silenciosa de  milhares de mães que tem seus filhos   doentes, encarcerados,  excluídos, desempregados e sem escolas.  E Maria não perdia sua fé  e na Missão  que  Deus lhe  confiara.

5ª Dor:  Maria aos pés da Cruz, vê seu Filho agonizando.

Jesus  se contorcia de dor… O coração de Maria estava inquieto, mas por força de sua Missão ela se faz imóvel e contempla o sofrimento do seu Filho.

Aqui, Jesus entrega   Maria aos cuidados do discípulo amado e ao discípulo amado Jesus entrega Maria como Mãe. Para o filho, para a filha, cuidar do pai e da mãe, não  é  um favor, mas uma missão, que humaniza e  que os torna divinos. Dá trabalho, cansa, desgasta, mas vale a pena… Vale a vida… é Missão.

6ª Dor:  Maria  recebe Jesus descido da cruz.

E Maria  acolheu Jesus em seus braços.  E muitas mães acolhem seus filhos em seus braços, muitas vezes despedaçados, desvirtuados. E muitas perguntas: Por que tão cedo? Por que tanta crueldade? Porque ele  e não eu? Maria sabia que não há resposta imediata.  E mais uma vez, ela faz o que tinha que ser feito. Renova com coragem o seu sim, o seu sim da Casa de Nazaré  até  o calvário, como era  o  propósito de sua Missão.

7ª Dor:   Maria deposita Jesus no sepulcro.

Maria continua firme. Nada faz com que desista de sua missão.

Por quantas vezes muitas famílias  são destruídas pela falta de uma religião, pela violência doméstica.

E que dura verdade. Maria  sepulta Jesus. Ela não retém  seu Filho só para si, por mais precioso que lhe seja, porque Ele ressurgirá  e  vidas  renovarão, este  é  verdadeiro sentido de sua Missão.

Nós, como Igreja, não, recordamos as dores de Maria, somente pelo sofrimento em si, mas porque também pelas dores vividas.  Ela  participou da Redenção de  Jesus e, certamente está intercedendo pelas  dores de tantas mães  e tantos filhos do mundo de hoje, apontando-lhes um caminho, que não significa ausência de sofrimentos, mas aceitação, coragem, fé e oblação.