MARIA MADALENA: APRENDENDO COM SEU INTENSO AMOR A JESUS

Maria Madalena aparece pouco nos quatro evangelhos, mas, apesar disso, sabemos que essa santa mulher deu mostras de um coração profundamente entregue a Jesus. Gostaria de meditar no capítulo vinte do Evangelho de São João, no qual Maria nos mostra como seu amor a Deus era forte, como isso permitiu que ela experimentasse de maneira singular a misericórdia divina e como esse amor divino em seu coração transbordou em ações missionárias.

No final do capítulo 19 lemos a narração de como José de Arimatéia e Nicodemos sepultaram o corpo de Jesus. Esse capítulo começa no primeiro dia da semana, contando como Maria Madalena vai ao sepulcro de madrugada e ao chegar lá vê a pedra do túmulo fora do lugar. Sua primeira reação é correr para contar a Simão Pedro e a João que haviam “retirado o Senhor do sepulcro e não sabiam onde o colocaram”. Os dois apóstolos correm até o sepulcro, olham o lugar e depois voltam para casa. Maria porém, permaneceu junto ao sepulcro, do lado de fora, chorando.

Foi então que apareceram dois Anjos que a perguntaram: “Mulher, por que choras?” E ela mais uma vez diz  que levaram o seu Senhor e ela não sabe onde Ele está. Olhando para o outro lado vê então outra pessoa, que ela pensa ser o jardineiro, mas que é na verdade o próprio Jesus Ressuscitado. Ele a pergunta: “Mulher, por que choras? A quem procuras?”

Dessa vez, ela já não responde que levaram o seu Senhor, mas simplesmente implora que a diga onde seu Senhor foi colocado, para que o possa ir buscar. Jesus, nesse momento, a chama pelo nome e ela por fim o reconhece. Prontamente cai aos seus pés e o chama Rabi. Jesus pede então que ela anuncie aos seus irmãos que ela o tinha visto. É o que ela faz.

É impressionante o amor que Maria Madalena demonstra pelo mestre que ela julgava morto. O fato de ir de madrugada visitar o sepulcro já demonstra um desejo intenso de estar perto dele o mais rápido possível. Pensemos em nossas vidas, será que podemos dizer que também em nós existe esse amor intenso por Jesus? Sentimos tanto a sua falta quando nos percebemos longe dele?

Quão desconsolada não deve ter ficado quando percebeu que Jesus não estava ali. Não lhe surgiu na mente a possibilidade de que havia ressuscitado, por isso pensou o pior, que haviam roubado o corpo. Saiu correndo para falar com os amigos mais próximos de Jesus, aqueles que dariam continuidade à missão de Jesus na Terra.

Hoje em dia muitos fiéis católicos têm a experiência de não ver Jesus onde esperavam encontrá-lo. Não o sentem na oração, não o percebem na Celebração Eucarística, não o encontram nesse ou naquele ponto da doutrina católica que não estão de acordo, etc. Frente a tudo isso a reação mais fácil é desesperar, achar que Jesus realmente está perdido, que o roubaram. Ir até os amigos de Jesus que até hoje, na Igreja, continuam a sua missão, é muito difícil. Temos dificuldade de confiar no Magistério, nos ensinamentos da Igreja, nos nossos párocos. E isso é realmente muito ruim, porque justamente nesses momentos mais difíceis de ver Deus é que temos mais necessidade de companheiros e de guias na fé. E que melhores guias podemos querer que aqueles que Jesus deixou na Igreja como pastores para guiar o seu rebanho? Não confiar na Igreja é, no fundo, não confiar em Jesus.

“Maria persevera junto ao sepulcro, chorando, porque queria o Senhor de volta. E essa perseverança é premiada, como disse o mesmo Jesus: “Aquele que perseverar até o final, será salvo”. (Mt 24,13)”

Maria persevera junto ao sepulcro, chorando, porque queria o Senhor de volta. E essa perseverança é premiada, como disse o mesmo Jesus: “Aquele que perseverar até o final, será salvo. (Mt 24,13)”. Jesus mesmo sai ao seu encontro depois de tanta espera. Que honra poder ser das primeiras pessoas a ver Jesus Ressuscitado. O coração de Maria deve ter se enchido de uma alegria muito grande. O reconhece como Mestre, chora aos seus pés, quer ficar com Ele ali, mas ainda não é o momento, ela tem uma missão a cumprir: Anunciar o que viu aos discípulos.

Nesse episódio, se resume de alguma maneira o núcleo da vida de todos os católicos. Nós somos as pessoas que, por graça de Deus, nos encontramos com Jesus que está vivo e que quer que todo o mundo se encontre com Ele. Perguntemo-nos como está o nosso ardor missionário, como vivemos a dimensão de anúncio dessa maravilha que nós encontramos. Deixemo-nos iluminar pela figura dessa Santa mulher, que logo depois de receber a alegria imensa da visita de Jesus, foi anunciar aos irmãos que Jesus estava vivo, e que ela O tinha visto.

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