DOMINGO DE PÁSCOA RECORDA A RESSURREIÇÃO DE JESUS CRISTO

Manhã ensolarada, quente, adequada à data da comemoração pelo cristianismo da ressurreição de Cristo, após três dias de sua dolorosa agonia e morte. Às 9h, a Banda da Sociedade Musical Carlos Gomes, a mais antiga de Belo Horizonte –  composta de  18 membros, postou-se no início da escadaria para brindar a todos que circulavam em derredor da Igreja São José. A Banda, foi criada   em 1896, antes da fundação da capital, pelo Engº Alfredo Camarotti, juntamente com outros colaboradores encarregados das obras de construção de Belo Horizonte. Músicas de concerto, dobrados e populares deleitavam os passantes, atiçando, saudosamente, memória de tempos pretéritos.

Às 11h30, à entrada da Matriz, perfilaram os componentes da Banda Corporação Musical Nossa Senhora de Lourdes, de Vespasiano, fundada em 1932, tendo à frente do grupo de 30 músicos, o  maestro Roberto Jr.  Ao seu comando, a banda se entroniza pelo corredor central da nave, tocando um dobrado, cujo som ecoou por todo seu espaço, contagiando os fiéis presentes com o júbilo da ocasião. A banda evolui seus passos até a altura do presbitério, e volta-se contornando o lado esquerdo da Igreja, até retirar-se pela porta central para posicionar-se no início da escadaria,  que se projeta da principal avenida de BH. A Banda tocou o tradicional Bolero de Ravel.

Padre Cláudio deu início à cerimônia religiosa dando a bênção e cantando em “Nome do Pai, em Nome do Filho e em Nome do Espírito Santo”, acompanhado pelos presentes, e sob uma salva estrepitosa de palma ao final. Prosseguiu-se nas orações iniciais de praxe. Acólitos caminham entre os fiéis, aspergindo com água benta. Entoou-se em seguida o “Hino de Louvor”, cantado simultaneamente com o badalo do sino, exposto na parede à esquerda do altar, com os presentes acenando com as mãos nos braços levantados.

Cleiton, da Pastoral da Liturgia, fez a Primeira Leitura (At 10, 34a.37-43), após o que cantou-se o Salmo Responsorial. Maysa, também da mesma Pastoral, Leu a Segunda Leitura (Cl 3, 1-4). Eduarda e Edilamar, ambas da Pastoral da Liturgia, puxaram o coro de “Vinde cantai, cristãos, aleluia”.

Padre Cláudio incensou o Livro e fez a leitura do Evangelho (Jo, 20, 1-9), ao término do que ouviu-se o aplauso estrepitoso do público. Com o microfone em mãos, o sacerdote adianta-se no altar e comenta o conteúdo das leituras feitas, relativas à ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo. Ressurreição, realização de vida; bonança que surge. Falou sobre o significado do círio pascal, que representa a “luz” que emerge da escuridão, significa a iluminação de toda a igreja.  Explicou o significado de páscoa, que é a morte e a ressurreição de Cristo.  Pregou o celebrante que, para receber Deus, devemos preparar os nossos corações. “Vamos vestir a roupa nova”, comentou (como antigamente se fazia aos domingos). Esse reviver exorta os fiéis a deixar o passado para vivenciar o presente. Alertou que os desgostos e os problemas não desaparecerão; insistiu na fé, na confiança em Cristo. Jesus nos dá a alegria de viver, ponderou. Os colocados à margem da sociedade são os escolhidos, salientou.  Veja Maria Madalena, foi a primeira a ver Jesus ressuscitado. Em tom de repulsa, comentou  sobre os atos terroristas acontecidos na madruga do dia, em Siri Lanka, vitimando quase três centenas de pessoas, grande parte delas dentro de igrejas cristãs.  Paz não é ficar isolado, tomando água de coco. Paz está no interior, é estar em Cristo.

Terminada a homilia,  adentrou, pelo corredor central da Igreja, procissão da oferta, com duas lanternas de vela e o Crucifixo. Jovem casal, acompanhado de filho, carregava cesta de pão e uvas, simbolizando o corpo e o sangue de Jesus; outros acólitos transportavam o Cálice e as galhetas da cerimônia. Padre Cláudio acolheu as oferendas e incensou o altar, enquanto a plateia cantava hinos litúrgicos.

Em seguida, o celebrante colocou a Hóstia no Ostensório e, tomando-o às mãos, iniciou  procissão percorrendo trajeto que passava pelo corredor central da igreja até o seu Pórtico, retornando pela ala esquerda. Fiéis acompanham o cortejo, notando-se algumas pessoas com lágrimas nos olhos, emocionadas. Passando em frente do altar, prossegue pelo lado direito, retornando ao altar novamente pelo centro.  

Continuou a liturgia, celebrou-se a eucarística (consagração da hóstia e do vinho), prosseguiu-se no Rito da Comunhão (distribuição da eucaristia, nas duas espécies).  Nos Ritos Finais, cantou-se “Tantum Ergo” (Tão Sublime Sacramento). Logo após, o sacerdote abençoou a todos os presentes utilizando-se do Ostensório, traçando no ar gesto lembrando a cruz.

 

 

Evaldo José de Oliveira

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