CONHEÇA O SENTIDO DA FESTA DA EPIFANIA

Epifania: A manifestação do Senhor

No domingo (7), a Igreja celebra A Epifania do Senhor. Mas você sabe o sentido dessa celebração? Epifania (do idioma grego: Ἐπιφάνεια: “a aparição, um fenômeno miraculoso”) significa a universalização da salvação. Salvação que vem para os bons e para os maus, cada qual na medida de sua opção de vida. O bem e o mal coexistem no mundo. A presença do mal é um mistério.

A ação do maligno é uma desgraça que ofende e atenta contra a vida. Assim, no Evangelho de hoje o Rei Herodes encarna as pessoas do mal, ativa e militantemente más, que, por terem medo e receio do bem, procuram destruir a vida de Jesus.

Os Magos personificam o bem, que vem de Deus para a humanidade à procura do sumo bem, encarnado pela manifestação do próprio Senhor Jesus. Assim, Jesus veio tanto para Herodes – que personifica o mal – como para os Magos – que anunciam a salvação e vivem o bem e a vida em Deus. Todos, mesmo o mais cruel pecador, merecem a compaixão e a misericórdia de Deus.

Nas cidades do interior a festa da Epifania é conhecida como a festa dos Santos Reis. É muito comum, desde o tempo do Natal até a Epifania, as companhias ou folias de Reis percorrerem as ruas e as casas dos fiéis cantando as alegrias do Natal e dançando a felicidade, que não tem fim, do nascimento do Redentor da Humanidade.

 Os presentes que os magos apresentaram a Jesus foram: – a mirra, uma resina cheirosa, usada em pó ou líquida para perfumar ambientes, preparar óleos sagrados ou defuntos para o velório. A mirra simboliza a humanidade de Jesus, os sofrimentos pelos quais padeceria em sua vida; – o incenso simboliza a divindade de Jesus, que os Magos foram adorar; – e o ouro, que realça a dignidade de Rei do Senhor Jesus.

E nós, quais os presentes que hoje podemos levar para o Menino Deus? Num mundo em que tantas pessoas estão afastadas de Deus e não levam a sério o nascimento de Jesus e a salvação que Ele nos oferece, mantenhamo-nos firmes na nossa fé. Não vamos oferecer presentes vazios de sentido, que nada acrescentarão ao Senhor. Vamos oferecer o maior presente que recebemos de nossos pais: a nossa fé, encarnada na vida em família e na comunidade, saindo de nosso comodismo e anunciando Jesus, para que todos vivam com intensidade esta manifestação do Senhor, vivendo com amor o mistério que professamos em nossa vida. Amém!

Comentário ao Evangelho do dia feito por Santo Afonso Maria de Ligório (1696-1787), bispo e Doutor da Igreja

 «Viram o menino com Maria sua mãe. Prostrando-se, adoraram-No»

 Os magos encontram uma pobre jovem com uma pobre criança coberta de pobres faixas […] mas, ao entrarem naquela gruta, sentem uma alegria que nunca tinham experimentado. […] A divina Criança demonstra alegria: sinal da satisfação afetuosa com que os acolhe, como primeiras conquistas da Sua obra redentora. Os santos reis olham em seguida para Maria, que não fala; mantém-se em silêncio, mas o seu rosto reflete a alegria e respira uma doçura celeste, prova de que lhes presta bom acolhimento e lhes agradece por serem os primeiros a vir reconhecer o seu Filho naquilo que Ele é: o seu Mestre soberano. […]

Criança digna de amor, vejo-Te nessa gruta, deitado na palha, pobre e desprezado; mas a fé ensina-me que Tu és o meu Deus, descido do céu para minha salvação. Reconheço-Te como meu Senhor soberano e meu Salvador; proclamo-Te como tal, mas nada tenho para Te oferecer.

Não tenho o ouro do amor, porque amei as coisas deste mundo; amei apenas os meus caprichos em vez de Te amar a Ti, que és infinitamente digno de amor. Não tenho o incenso da oração, pois infelizmente vivi sem pensar em Ti. Não tenho a mirra da mortificação, porque, por não me ter abstido de miseráveis prazeres, tantas vezes contristei a Tua infinita bondade.

Que Te oferecerei então? Meu Jesus, ofereço-Te o meu coração, manchado e despojado: aceita-o e transforma-o, uma vez que vieste cá abaixo para lavar com o Teu sangue os nossos corações culpados e transformar-nos assim de pecadores em santos. Dá-me, pois, esse ouro, esse incenso, essa mirra que me faltam. Dá-me o ouro do Teu santo amor; dá-me o incenso, o espírito de oração; dá-me a mirra, o desejo e a força de me mortificar em tudo o que te desagrada. […]

Virgem santa, tu acolheste os piedosos reis magos com uma viva afeição e eles ficaram cheios de felicidade; digna-te também acolher-me e consolar-me, a mim que venho, seguindo o seu exemplo, visitar e oferecer-me ao teu Filho.

 

 

  • FRANCISCO PANTUZA ANTUNES

    Preciosa interpretação da Epifania do Senhor dada por Santo Afonso! Ter acesso a esta leitura é muito significante!

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