COMO FOI A MISSA DO LAVA-PÉS NA IGREJA SÃO JOSÉ?

CELEBRAÇÃO DA QUINTA-FEIRA SANTA NA IGREJA SÃO JOSÉ – 29/03/2018

A Quinta-feira santa é quando se sela o Testamento da Nova Aliança, através da instituição da Eucaristia; e o novo Mandamento do Amor, significado pelo Lava-Pés, quando Jesus nos dá o supremo exemplo de humildade e de serviço, ao lavar os pés de seus discípulos.

A Quinta-feira Santa começou com a celebração da Missa da Unidade e a Bênção dos Óleos Sacramentais (Batismo, Crisma e Unção dos Enfermos), celebrada no Mineirinho, às 9h, presidida por Dom Walmor de Azevedo, Arcebispo de Belo Horizonte. Da Paróquia São José participaram o Pe. Nelson, Pe. José Augusto, Pe. Ricardo e Pe. Flávio. Vários leigos e leigas também se fizeram presentes.

Às 16h, aconteceu a Missa da Saúde para a Terceira Idade, Pessoas com Deficiência e Doentes. A participação foi muito boa e os sacerdotes ministraram a Unção dos Enfermos ao final da Missa.

Às 18h, houve a Celebração Comunitária da Penitência, no Salão Paroquial, dirigida pelo Pe. José Augusto.

Às 20h, teve início a Missa Solene da Ceia do Senhor, presidida pelo Pe. Ricardo e concelebrada por Pe. Nelson Antônio, Pe. José Augusto e Pe. Neves. Ao som de “Nós nos gloriamos na Cruz de Nosso Senhor”, teve início a celebração, com a procissão de entrada, trazendo à frente um grupo de acólitos conduzindo o turíbulo e incensando todo o trajeto da procissão. Seguiam-se: a Cruz e as lanternas, um grupo de fiéis que representaram os discípulos na cerimônia do Lava-Pés, os ministros da Eucaristia e, por último, o presidente da celebração, Pe. Ricardo, com seus concelebrantes.

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No presbitério, todo preparado para a cerimônia do Lava-Pés, Pe. Ricardo incensou o altar e começou a Missa com os ritos iniciais.

A Liturgia da Palavra trouxe na 1ª leitura um trecho do Livro do Êxodo (Êx 12, 1-8.11-14), que destaca a celebração da Páscoa dos Judeus, com imolação do cordeiro cuja carne deveria ser comida em família, em sinal de comunhão; o Salmo (Sl 115), que foi cantado, ressalta o cálice abençoado com o sangue do Senhor e exalta o nome do Senhor, que nos libertou da escravidão; a 2ª leitura (1Cor 11, 23-26), em que Paulo narra a Última Ceia, quando Cristo institui a Eucaristia; e o Evangelho (Jo 13, 1-15), proclamado pelo concelebrante Pe. Nelson, a quem coube também a homilia, destacou o gesto de amor e de humildade de Jesus no ato do Lava-Pés.

Pe. Nelson iniciou a sua homilia enfatizando a importância da Eucaristia, da Páscoa, sem a qual não haveria como celebrar a Missa. Só celebramos a Missa porque houve a Páscoa, que se renova no altar em todas as Missas.

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Da leitura do Êxodo, que mostra a libertação do povo de Israel da escravidão no Egito, ressaltou que Deus não nos criou para a escravidão e sim para a liberdade. A Páscoa é a passagem de um tempo de escravidão para a libertação. É o início de uma nova era. A passagem da escravidão para a liberdade é o anseio, o sonho de todos nós. Pe. Nelson mencionou os diversos tipos de violência que enfrentamos e que nos escravizam, violência contra o pobre sem assistência nos hospitais, sem ter o que comer e onde morar; violência contra a mulher, contra a criança, contra o idoso, contra os homossexuais, contra os negros… todo tipo de preconceito é violência. É esse o tipo de escravidão a que estamos sujeitos hoje, e da qual precisamos nos libertar.

Referindo-se à Carta de Paulo aos Coríntios, destacou que é o primeiro relato da Última Ceia do Senhor com os seus discípulos, anterior até ao dos Evangelistas. A Carta mostra a instituição da Eucaristia, e também do Sacerdócio, quando Jesus pediu aos apóstolos que continuassem a fazer como ele fez: repartir o pão e o vinho com seus irmãos, em sua memória. Não é mais a Páscoa dos Judeus, mas a Páscoa de Jesus Cristo, que está presente no altar em todas as Missas, no mundo inteiro, pela Eucaristia. Celebrar a Eucaristia é fazer memória de Jesus, é repetir o seu gesto. A Eucaristia é o Cristo vivo, seu corpo e sangue, que nos alimenta e nos fortalece. Frisou que a Eucaristia não deve ficar só ali, na igreja, ela deve nos transformar. Como católicos, que comungamos, que recebemos a Hóstia Consagrada, devemos colocá-la dentro de nós, na nossa vida, levá-la em nosso coração, fazer com que ela nos transforme. Procurar nos corrigir e corrigir os nossos erros. A Hóstia deve nos transformar, tornar-nos verdadeiramente cristãos, um novo Cristo no mundo de hoje.

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Reportando ao Evangelho, destacou que, diferentemente dos outros evangelistas, que na Última Ceia enfatizam a Eucaristia, João ressalta o Lava-Pés, esse gesto de suprema humildade de Jesus, que significa amor, disposição em dar a vida pelo outro. Pe. Nelson enfatiza a reação de Pedro, ao rejeitar o gesto de Jesus, não se julgando digno dele, e a resposta de Jesus, fazendo-o compreender o significado do seu gesto, como exemplo que deveria ser imitado por todos eles entre si. Lavar os pés uns dos outros: gesto supremo de humildade, de acolhida, de doação, de serviço ao irmão, ao próximo. Todos nós, nas nossas relações cotidianas, deveríamos praticar esse gesto, que significa ter mais tolerância com o próximo, com os nossos opositores, mais respeito com as opiniões contrárias, com os diferentes. Falta unidade, falta comunhão na nossa convivência com os nossos semelhantes. E encerrou afirmando que o mundo seria bem diferente, se nas nossas relações, de qualquer natureza, aprendêssemos a lavar os pés uns dos outros…

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Em seguida, ao som do Canto, o celebrante, Pe. Ricardo, realizou a cerimônia do Lava-pés. Nessa cerimônia, os discípulos foram representados por pessoas de todos os segmentos da comunidade paroquial que sofrem as consequências da violência: criança, jovem, idoso, mulher, negro, policial. Ao final dessa cerimônia, fizeram-se as preces comunitárias. Teve início, então, a Liturgia Eucarística. Enquanto o celebrante incensou novamente o altar e o presbitério, cantou-se o canto das Oferendas acompanhando a Procissão das Ofertas, que levou ao altar os Santos Óleos, consagrados na Missa da Unidade, celebrada pela manhã, no Mineirinho. Eles serão utilizados ao longo do ano litúrgico nos Sacramentos do Batismo, Crisma e Unção dos Enfermos.

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Após a Oração Eucarística, rezamos o Pai Nosso e distribuiu-se a Comunhão, em duas espécies. Logo após, Pe. Nelson avisou que a Missa não se encerraria ali, continuaria no Salão Paroquial, para onde nos dirigimos, fazendo o translado do Santíssimo, conduzido em procissão pelos celebrantes e demais participantes da Celebração, acompanhados de todos os fiéis para a Adoração. Convidou para a Vigília da Paixão, que iniciou à meia-noite e se estendeu até às 6h.

Pe. Ricardo agradeceu às pessoas que participaram da cerimônia do Lava-pés e ofertou uma lembrança singela a cada uma. Nesse momento, desnudou-se o altar e esvaziou-se o sacrário, com a retirada do Santíssimo Sacramento. Seguimos, então, em procissão, para o Salão. Ali, Pe. Ricardo encerrou a Missa, dando a bênção final.

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Pe. Nelson deu início à Adoração do Santíssimo Sacramento, que continuou a cargo dos ministros da Eucaristia e outras pastorais. Foram duas horas de orações, cantos e louvores ao nosso Deus. À meia-noite, Pe. Nelson encerrou a Adoração e deu início à Vigília da Paixão, que se estendeu até as 6h da manhã.

Texto: Margarida (Pascom)

Horário das Missas
  • SEG
    • 7:00
    • 8:00
    • 18:00
    • 19:00
  • TER
    • 7:00
  • QUA
    • 7:00
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    • 19:00
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    • 19:00
  • SEX
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    • 8:00
    • 18:00
    • 19:00
  • SAB
    • 7:00
    • 8:00
    • 18:00
  • DOM
    • 7:00
    • 8:30 *
    • 10:00 ***
    • 11:30
    • 16:00
    • 17:30
    • 19:00 **

* Missas de Catequese

** Missa de Jovem

*** Missa da Família

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