A IGREJA SÃO JOSÉ PARABENIZA AS MULHERES PELO SEU DIA

Louras, morenas, negras e ruivas. Altas, baixas, jovens, maduras e idosas. Donas de casa, aposentadas, diaristas, estudantes, médicas, engenheiras, dentistas, professoras, advogadas, fonoaudiólogas, jornalistas, bancárias, contadoras, psicólogas e comerciárias. Brasileiras, africanas, suíças, russas, norte americanas, iraquianas, belgas, francesas, argentinas e chinesas. Católicas ou não. Não importa a idade, a raça, a religião, a profissão ou a nacionalidade.

O Dia 8 de março é o dia de todas as mulheres. Em muitos países a data é lembrada com eventos de comemoração, reivindicações e até protestos. Para lembrar e homenagear as mulheres, a Paróquia São José vai celebrar Missas Festivas às 7h, 8h, 18h e 19h com oração e bênção especial, além de uma reflexão sobre o papel da mulher cristã no mundo de hoje. Vamos  rezar e agradecer pela vida das mulheres que estiverem presentes nas celebrações e por todas que doam seu tempo ajudando na dinamização da São José. Lá estão elas louvando, animando, rezando, intercedendo, enfim servindo. Venha participar conosco!

De acordo com o Pe. José Cláudio Teixeira, pároco da Igreja São José, é uma data para se  valorizar e reconhecer a transformação do papel das mulheres na sociedade e a importância delas na Igreja onde participam  ou estão à frente de grupos e pastorais. “A data é uma ocasião propícia para valorizar a presença da mulher na Igreja, ajudando-a a cultivar valores que possam despertar a consciência para o compromisso da fé e a responsabilidade da mulher na construção da PAZ!”, enfatizou.

Mas a Mulher ainda precisa enfrentar muitos desafios.  Infelizmente,  no mercado de trabalho ainda existem entre homens e mulheres diferenças gritantes . Na saúde, o câncer de mama e colo de útero, gravidez precoce e doenças sexualmente transmissíveis são os principais males que vem causando danos à saúde da brasileira. Chama a atenção ainda os números alarmantes de violência, já que uma em cada três mulheres no mundo já sofreu abuso sexual e o Brasil está entre os cinco países do mundo onde se mata mais mulheres.

A MULHER NA SOCIEDADE

Com a entrada do século XXI, elas representam mais de 50% da mão de obra em alguns segmentos  profissionais, ganham e decidem não apenas os  produtos para o próprio consumo, como também para toda a família. Do carro ao apartamento, mais de 90% das compras são decididas pelo dito sexo frágil. De acordo, com o DIEESE, as mulheres correspondem hoje a 41% da população economicamente ativa no Brasil e mais de ¼ das famílias são chefiadas por elas.  Com o maior nível de instrução que os homens, ocupam em maior percentual cargos com menor remuneração.

Uma outra pesquisa realizada pelo Grupo Catho,  junto a 9.174 executivos, mostra que em média as mulheres ganham 10,3% menos que o homem, no mesmo cargo e em empresas do mesmo tamanho. No ano passado, a pesquisa mostrava uma diferença de 17%. Atualmente, a mesma pesquisa foi realizada e a diferença foi para 3%. A explicação é que a mulher é promovida em média em idade menor que o homem. O que mostra que está avançando de maneira galopante no mercado de trabalho. Ela já representa 13,8% dos  executivos de primeira linha e 19,7% dos diretores. Mesmo assim , em quase todos os países do mundo, mulheres trabalham mais horas que os homens e ganham menos do que eles; dos 30 empregos mais bem pagos no mundo, 26 são dominados por homens.

SAÚDE DA MULHER

No Brasil, são muitos os problemas que as  mulheres ainda enfrentam. Um dos grandes vilões é a saúde. Câncer de mama e colo de útero, gravidez precoce e doenças sexualmente transmissíveis são os principais males que vem causando danos à saúde da brasileira.

NÚMEROS DA VIOLÊNCIA

A Vitimização de Mulheres no Brasil 2ª Edição realizada pelo Datafolha e Fórum Brasileiro de Segurança Pública, traz números sobre as diversas violências sofridas por mulheres em 2018 e seus contextos.

Segundo a pesquisa, a cada minuto, 9 mulheres foram vítimas de algum tipo de agressão no Brasil.

Sobre as violências sofridas por mulheres

– 536 mulheres foram vítimas de agressão física a cada hora em 2018

– 21,8% (12,5 milhões) foram vítimas de ofensa verbal, como insulto, humilhação ou xingamento

– 8,9% (4,6 milhões) foram tocadas ou agredidas fisicamente por motivos sexuais, o que representa 9 por minuto em 2018

– 3,9% (1,7 milhão) foram ameaçadas com faca ou arma de fogo

– 3,6% (1,6 milhão) sofreram espancamento ou tentativa de estrangulamento, ou seja,  3 por minuto

– Jovens de 16 a 24 anos (42,6%) e negras (28,45) são as principais vítimas de violência

SOBRE O ASSÉDIO

– 22 milhões das brasileiras com 16 anos ou mais relatam ter sofrido algum tipo de assédio nos últimos 12 meses

– 32,1% (19 milhões) ouviram comentários desrespeitosos quando estavam andando na rua

– 11,5% (6 milhões) receberam cantadas ou comentários desrespeitosos no ambiente de trabalho

– 7,8% (3,9 milhões) foram assediadas fisicamente em transporte público como no ônibus, metrô

– 6,2% (3 milhões) foram abordadas de maneira agressiva durante balada, isto é, alguém tocou seu corpo

– 5,0% (2,3 milhões) foram agarradas ou beijadas sem o seu consentimento

RELAÇÃO COM O AGRESSOR

– 76,4% das mulheres que sofreram violência afirmam que o agressor era alguém conhecido

– 23,8% cônjuge/companheiro/namorado

– 21,1% vizinho*

– 15,2% ex-cônjuge/ex-companheiro/ex-namorado

*A categoria “vizinho” nem chegava a constar nas opções do questionário da pesquisa, mas após ser tão citada na categoria “outros”, foi incluída como resposta

LOCAL EM QUE SOFREU A VIOLÊNCIA

– 42% das vítimas apontam a casa como local da agressão

– 29% sofreram violência na rua

– 8%, na internet (rede social, aplicativo, blog)

– 8%, no trabalho

– 3%, no bar/balada

SOBRE A PESQUISA

A pesquisa foi realizada pelo DataFolha a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e contou com o patrocínio do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos e Governo Federal.

O universo da pesquisa é a população adulta brasileira de todas as classes sociais com 16 anos ou mais. A abrangência é nacional, incluindo Regiões
Metropolitanas e Cidades do Interior de diferentes portes, em todas as Regiões do Brasil. As entrevistas foram realizadas em 130 municípios de pequeno, médio e grande porte, no período de 04 a 05 de fevereiro de 2019.
A amostra total nacional foi de 2.084 entrevistas. A amostra total de mulheres foi de 1.092 entrevistas.

relatório também inclui cinco artigos que analisam os principais destaques da pesquisa:
“Violência contra a mulher: um desafio para o Brasil”, Valéria Scarance
“Pode a lei penal impedir que mulheres sejam sexualmente assediadas?”, Maíra Zapater
“Os desafios impostos pelos diferentes tipos de violência contra a mulher”, por Eugênia Nogueira do Rêgo Monteiro Villa
“As interseccionalidades necessárias à questão do enfrentamento da violência contra mulher”, por Denice Santiago

DIA INTERNACIONAL DA MULHER E A ORIGEM

Neste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis  de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve,  ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de  um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias que, nas suas 16 horas, recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres  morreram queimadas. Em 1910, numa conferência  internacional de mulheres realizada na Dinamarca,  foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como “Dia Internacional da Mulher”. De então para cá o movimento a favor da emancipação da mulher tem tomado forma, tanto em  Portugal como no resto do mundo.

Horário das Missas
  • SEG
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    • 8:30 *
    • 10:00 ***
    • 11:30
    • 16:00
    • 17:30
    • 19:00 **

* Missas de Catequese

** Missa de Jovem

*** Missa da Família

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