ALIMENTAÇÃO DOS FILHOS NAS FÉRIAS!

No Brasil, muitas crianças tem excesso de peso. De acordo com um estudo recente, as meninas tendem a ter mais problemas de excesso de peso que os rapazes, sendo que há mais crianças obesas por volta dos oito anos e meio/ nove do que aos sete.

Outra conclusão, coincidente com outras investigações em obesidade infantil, é que o excesso de peso dos pais se traduz num importante fator de risco para os filhos. Tudo se complica ainda mais, quando é a mãe que sofre de obesidade. Para além das compras, a mãe é também responsável pela confecção das refeições. Certo é que, perante a informação que constantemente é disponibilizada, ainda é pouca a sensibilização para este problema, já considerado pela Organização Mundial de Saúde, uma verdadeira epidemia.

Pensa-se que no futuro vai haver cada vez mais adultos obesos, com patologias cardiovasculares e diabetes tipo 2. Para além disto, há a considerar os distúrbios da personalidade que resultam do estigma de ser gordo.

Consequências da modernidade ?

O mundo moderno parece estar directamente associado à questão da obesidade, na medida em que “quanto mais as cidades se urbanizam e os aparelhos ficam cada vez mais confortáveis, nomeadamente celulares, comandos à distância ou automóveis, mais aumenta a prevalência da obesidade”, dizem os especialistas. De fato, hoje em dia quase tudo está à distância de um clique.

A Internet compras sem sair de casa, confortavelmente sentados e deixou de ser necessário levantarmo-nos do sofá quando queremos mudar de canal.

A vida sedentária de algumas crianças é deveras preocupante já que a atividade física é muito escassa. Os pais preferem investir nos mais modernos jogos eletrônicos ou em filmes de vídeo, ao invés de equilibrarem um pouco mais as coisas, adquirindo uma bicicleta, uns patins em linha, um skate, um qualquer acessório que implique movimento.

Por sua vez, uma parte dos fins-de-semana deveriam ser ocupados com atividades desportivas, idealmente em família o que contribuiria não só para o reforço dos laços familiares, como também para a prevenção da obesidade infantil.

Danos colaterais

É inegável que o século XXI se transformou na Era da imagem. Quer em termos tecnológicos, quer em termos humanos, a imagem é extremamente valorizada. Curioso é constatar que a par da proliferação de ginásios e clínicas de estética, existe toda uma camada de população obesa.

Certo é que as crianças com excesso de peso, começam desde muito cedo a sentir a exclusão social. Na escola têm dificuldades em acompanhar o ritmo dos outros, o que acaba por os impedir de brincar com os colegas.

Daí advêm danos ao nível da Auto-estima e dificuldades de socialização. Estas crianças tendem a possuir uma Auto-estima fragilizada, fruto de serem apontadas a dedo pelos seus pares, ou por lhes serem atribuídas alcunhas pouco simpáticas.

Ao nível da socialização, alguns conseguem mais tarde, ser bem acolhidos, à custa de desenvolverem aptidões que lhes facilitam a integração. Não será por acaso que o sentido de humor é uma característica muito comum nos obesos. Ainda assim, existem inevitavelmente danos pessoais e profissionais que se associam à imagem física.

Alvos fáceis de bullying

O termo Bullying, cuja tradução não existe na língua portuguesa, significa formas de agressões intencionais e repetidas, perpetradas por estudantes com vista a causar angústia ou humilhação a um colega.

As vitimas de Bullying costumam ser “escolhidas” entre as mais frágeis, ou que possuam algum traço ligeiramente destoante do grupo. O traço pode emocional, (como é o caso da timidez), ou então físico. Entre os aspectos mais comuns, surge a obesidade.

A criança obesa torna-se assim uma potencial vítima de agressões, porque para além de possuir um aspecto físico que destoa dos demais, também não tem destreza física que lhe permita enfrentar os agressores. Como muitas vezes os amigos escasseiam, acaba por ver-se sozinho, isolado e à mercê de constantes humilhações públicas.

É preciso mudar estilos de vida

O  tratamento da obesidade infantil é difícil e, segundo os estudos, a taxa de sucesso ronda apenas os 15%. Isto porque nem sempre é fácil fazer com que uma criança perceba as razões da dieta, a ponto de a motivar para abdicar dos doces e alimentos hiper calóricos.

É preciso ensiná-los a resistir às tentações já que estas estão em todo lado (inclusive as escolas têm ofertas pouco recomendáveis). Depois, é absolutamente necessário contar com a adesão da família que nem sempre se mostram receptivos. Não se trata apenas de mudar a alimentação, mas sim operar mudanças ao nível do estilo de vida.

Este trabalho deve ser realizado cedo, sobretudo em agregados cujas crianças enfrentam um elevado risco de obesidade, por terem pais com esse problema ou por terem tido peso alto à nascença.

Tudo passa por incutir regras que incluem aspectos muito práticos como passar a subir as escadas em vez de usar o elevador, reduzir as horas de televisão ou de Internet substituindo-as pela prática de um esporte.

Texto da autoria de Drª Teresa Paula Marques
Psicóloga Clínica, especialista em Psicologia Infantil e do Adolescente

 

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