SEXTA FEIRA SANTA: FOI POR VOCÊ!

Celebra-se a paixão e morte de Jesus Cristo. O silêncio, o jejum e a oração devem marcar este dia que, ao contrário do que muitos pensam, não deve ser vivido em clima de luto, mas de profundo respeito diante da morte do Senhor que, morrendo, foi vitorioso e trouxe a salvação para todos, ressurgindo para a vida eterna.


Às 15 horas, horário em que Jesus foi morto, é celebrada a principal cerimônia do dia: a Paixão do Senhor
. Ela 

consta de três partes: liturgia da Palavra, adoração da cruz e comunhão eucarística. Depois deste momento não há mais comunhão eucarística até que seja realizada a celebração da Páscoa, no Sábado Santo.

 Neste dia não há Eucaristia. Celebra-se a Paixão do Senhor, que não pode ser entendida isoladamente, mas na totalidade do tríduo pascal: paixão, morte e ressurreição. A figura do Servo Sofredor ajuda-nos a compreender este mistério do Crucificado.
Esta celebração consta de quatro partes: a liturgia da Palavra; oração Universal; adoração da cruz e Comunhão.

 

A Palavra de hoje:

Isaías 52, 13 – 53, 12
Hebreus 4, 14-16; 5, 7-9
João 18, 1 – 19, 42

Meditação – Isaías 52, 13 – 53, 12 Este texto é o quarto cântico do Servo. Isaías apresenta-nos quatro cânticos: (Is 42, 1-4; 49,1-6; 50,4-11; 52,13 – 53,12). A figura do servo que aparece no tempo do Exílio pode fazer pensar num profeta, no povo de Israel sofredor no exílio mas o Novo Testamento com o Cristo da aixão.

 Servo, Filho, Cordeiro são termos afins. Vejamos o processo do Servo.

 1 – Desanimado no Exílio, pensando que Deus o abandonou, descobre que, mesmo aí, Deus o ama.: “Eis o meu Servo, meu eleito em quem tenho prazer” (1º cântico do Servo).

 2 – Amado por Deus, recebe uma missão: a prática da justiça, aliança do povo e luz das nações (2º cântico).

 3 – No cumprimento da missão, o servo parece que passa por uma tentação: anunciar e salvar os outros, mas como quem está em situação superior e se for rejeitado Deus vai punir os adversários (3º cântico e versículos seguintes).

 4 – No exercício da missão, o servo dá um passo decisivo: aceitar sofrer inocente e njustamente, indo o caminho como um cordeiro conduzido ao matadouro (53,7).

 O Servo sofredor inocente mostra que acontece uma injustiça, um absurdo. O servo salva, porque não responde pelo mesmo caminho do opressor. Pode salvar mesmo o opressor que, ao ver o mal causado ao inocente, pode-se arrepender e encontrar a salvação.

 O sofrimento inocente e por amor salva. (Is 53, 5: esmagado pelas nossas iniquidades…por suas feridas fomos curados).

 Hoje na sociedade é o pobre, o pequeno que carrega com os males da sociedade. A grande notícia é que esse sofrimento não é inútil; tem missão salvadora.

 Meditação – João 18, 1 – 19, 42

A Igreja celebra a paixão do Senhor com a segurança de que a cruz de Cristo não é a vitória das trevas, mas a morte da morte. Esta visão de fé, aparece de modo particular em João. Jesus é apresentado como rei que conhece a situação, domina-a e apropria-se dela. A Hora de Jesus – que chegou – descreve-se através dos acontecimentos como hora de sofrimento e de glória: o ódio do mundo, condena Jesus, à morte de cruz, mas do alto da cruz, Deus manifesta o seu amor infinito. Nesta esplêndida revelação, nesta total entrega divina, consiste a glória. A cruz é glória porque é vitória do amor levado ao extremo. É prova máxima do amor de Deus.

 A vida de Jesus não foi só ensinar o bem, não foi só fazer o bem; foi entregar a vida e sofrer como aqueles que Ele quer salvar. Não basta ensinar o bem, não basta fazer o bem de vez em quando; só basta entregar a vida, sofrer com quem sofre.

 
A narração da paixão começa e termina num horto – lembrança do
Éden – querendo indicar que Cristo assumiu e redimiu o pecado do primeiro Adão e o homem recobra agora a sua beleza original. A narração ao mostrar o sofrimento de Jesus, ressalta que Jesus é o Senhor, que Ele é Deus: SOU EU e que a história não lhe foge da mão.

 O termo rei aparece doze vezes no relato da paixão (dezasseis em todo o quarto evangelho). No momento em que Jesus é julgado, cumpre-se antes demais, o juízo sobre o mundo.

 Quando é elevado na cruz, cumpre-se a Escritura (19, 28. 36-37). Precisamente no momento da morte nasce a Igreja onde Maria é Mãe (19, 26-27: Eis o teu filho, eis a tua mãe. O novo povo regenerado no Baptismo e alimentado com a Eucaristia celebrará ao longo dos séculos a Páscoa do verdadeiro Cordeiro (19, 33; cf. Ex 12, 16), até que se cumpra no reino de Deus (Lc 22, 16).

A Palavra converte coração

Senhor Jesus,
que levantado da terra atrais todas as criaturas para Ti, tem piedade de nós.
Perdoa a nossa incapacidade para compreender
que a tua impotência na cruz
é a maior revelação do amor humilde
de um Deus que se faz o nosso próximo
até partilhar a solidão de toda a morte.
Cura-nos pelo mistério da tua debilidade,
do nosso orgulho desmesurado,
a fim de que, morrendo para nós mesmos,
vivamos entre nós em comunhão fraterna,
levando uns as cargas dos outros
para podermos apresentar-nos juntos, ao teu Pai e nosso Pai.

Horário das Missas
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    • 11:30
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    • 19:00 **

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** Missa de Jovem

*** Missa da Família

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